Viagens e slowrolls, por Liv Boeree

wrap_liv_boeree_d1b_sb.jpgteampro-thumb.JPGpor Liv Boeree

Hey pessoal, espero que estejam a ter dias de festa após o período de festas. Desde que regressei de Los Angeles já estive em Barcelona, Irlanda, Praga e, depois, de volta ao Reino Unido outra vez. Foi a minha primeira viagem a Barcelona e wow, que cidade!

O hotel Arts (onde o torneio tem lugar) é provavelmente o melhor hotel onde já fiquei e a arquitectura da cidade é inacreditável. Num dia de folga um grupo de nós fomos visitar a Sagrada Família, a famosa Catedral desenhada por Gaudi.

É verdadeiramente de cortar a respiração - se a visitares, vai quando o sol já estiver baixo e os vitrais iluminam o interior, embora a minha foto não faça justiça ao que vos digo:

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Em termos de poker, Barcelona foi uma tortura. Cheguei ao Dia 2 com 30k, o que embora short eram umas jogáveis 25 big blinds. As coisas pareciam começar a melhorar quando subi às 40.000 e, depois, esbarrei em ases com AK. Standard, sim, excepto pelo facto de ter sido apanhada no pior slowroll imaginável. Depois de empurrarmos as fichas (o meu adversário era o vencedor do EPT Vilamoura da Season 6, António Matias), virei imediatamente o meu AK e ele olhou e torceu o nariz. Óptimo, pensei, ele tem AQ. No entanto, ele recusou-se a voltar a sua mão, dizendo "Estou à espera das câmaras". A mesa respondeu, "não, podes mostrar já a mão". Mas não, ele esperou todos os tic-tacs de três minutos parea que a equipa de filmagens chegasse e se preparasse até que o dealer, por fim, o obrigou a mostrar a mão. O que o fez voltando uma carta de cada vez. Enquanto sorria. Ás..... Ás. Gostas? Não, senhor, não gosto.

Porque é que as pessoas pensam que não faz mal fazer slowroll com o nuts num pote em heads up quando o adversário está all in? Até posso perceber que exista alguma vantagem em fazer slow roll ao dar call com nuts no river a uma aposta do adversário para o conduzir a um tilt que o leve a entregar o resto das fichas numa mão posterior, mas fazê-lo quando está all in pré-flop e com poucas probabilidades de sobreviver? Hmm.

Adiante, para Galway, Irlanda, onde se jogou a primeira etapa da novíssima temporada do PokerStars UKIPT. Apesar da neve que dificultou as delocações por todo o Reino Unido, um impressionante número de 266 jogadores desbravaram caminho até ao evento, tornando-o num grande sucesso. Como o evento era televisionado tive de colocar em acção os meus antigos músculos de apresentadora de TV com o meu co-anfitrião Nick Wealthall o que me deixou com fome de voltar a apresentar. Também fizemos uma sessão fotográfica engraçada numa prancha de mergulho na baía de Galway com -2ºC, rodeados de mergulhadores irlandeses malucos que, aparentemente, gostam de dar uns mergulhos semanais nas águas geladas. Em baixo fica uma foto, cortesia da PokerStars e Mickey May.

A próxima etapa do circuito é em Manchester a partir de 11 de Fevereiro, uma cidade que me é muito querida pois estudei ali na Universidade. Por isso, mal consigo esperar!

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