O Dia 1B chegou ao fim em Praga, capital da República Checa e em tempos o coração da boémia. Foi de lá que emergiram os primeiros Boémios, viajando rumo a Oeste. O mesmo poderá ser dito de Dirk Richter, o surpreendente líder desta noite, que faz aqui uma paragem de uma semana antes de se juntar ao comboio aéreo rumo ao PCA em Janeiro.
Depois do dia de regresso ao escritório de ontem, Richter, que empacotou uma impressionante stack de 296.700 fichas depois de perto do fim ganhar com ases contra reis e noves, coduziu um assunto muito mais calmo que começou com 372 e acabou com 169 jogadores. Enquanto o nome de Richter pode não ser muito conhecido, o field estava preenchido pelas caras familiares que de há anos para cá têm acompanhado este espectáculo ambulante.

Entre o field estavam os mestres deste estilo de vida pouco convencional; homens e mulheres, aqui para o EPT Boémia, ligados por gerações de espírito livre, sem laços ou obrigações, afiliações políticas dúbias e vivendo algures entre a saúde extrema e a pobreza involuntária.

Poem não ser os representantes da Boémia tradicional mas os Dandies estão lá, reluzindo t-shirts de outlets de Las Vegas bem como um estilo de poker avant-gard, como Dario Minieri ou Laurence Houghton que passaram hoje muito do seu tempo a converter descrentes em agentes do livre pensamento loose-agressive.

Não era preciso olhar com muita atenção para perceber a casta que estava hoje em Praga...
Marc Gork e a sua poesia, Marcel Luske e a sua filosofia short-handed. Enquanto Peter Hedlund foi a vida da festa, Bertrand "Elky" Grospellier flutuou por cima de toda a gente, um verdadeiro espírito livre absolutamente noutro nível.

Junte-se-lhes o estilo de Liv Boeree e Fátima Moreira de Melo, para quem os homens de barba convergiam.


Então quem é que ainda lá está dessa multidão para ser encontrado estendido no sofá de um amigo ou a dormir na banheira quando o sol nascer no Dia 2 de amanhã?
Roberto Romanello ficou perto da liderança esta noite e quase assumia essa condição antes de Richter colocar um ponto final nas suas aspirações. Romanello terminou com 196.500, ligeiramente atrás do chip leader do Dia 1A, Elias Brussianos, que empacotara 199.600 fichas.
Os números, no entanto, colocam Richter à frente de todos quando os 85 sobreviventes de ontem se juntarem aos de hoje para completarem um total de 254 jogadores.
Atrás de Richter, Brussianos e Romanello segue uma multidão de comprometida com esta causa. Mozen Teyfel (188.900), Laurence Houghton (188.800), Drasutis Narmontas (187.200) e Tobias Reinkemeier (174.500) têm os líderes debaixo de olho e atentos ao facto de Helen Prager (128.600) e Melanie Weisner (113.700) não estarem longe.


Além disso, uma tropa de Team PokerStars Pros estarão de volta no Dia 2, incluindo Florian Langman (90.800), Luca Pagano (68.800), Boeree (59.700), Salvatore Bonavena (55.200), Moreira de Melo (52.200), Michael Keiner (27.900), Theo Jorgensen (18.700) e o short-stacked Toni Judet (7.600).

Pelo caminho perdemos muitos combatentes. Luske, Minieri e Grospellier já partiram, assim como Johnny Lodden, Ville Wahlbeck, Thomas Bichon, Martin Hruby e Nacho Barbero.

Por muito que se diga e escreva, as informações mais importantes estão sempre na página de chip counts. O jogo continua amanhã quando o field se reunir no Dia 2 no Hilton de Praga. Nós cá estaremos, mais uma vez, com um resumo dos principais acontecimentos do dia no momento em que os sobreviventes já estiverem a descansar para mais um dia de farra. Uma farra essa que podem acompanhar (em inglês) no PokerStars Blog internacional se forem demasiado impacientes para esperar pela papinha feita.









