Como cidade, Londres é um exemplo da teoria "Sprigsteeniana" importada dos EUA que define o valor de uma cidade civilizada pela "hospitalidade nocturna" que disponibiliza. Claro que muitos preferem uma noite de sábado tranquila, mas as últimas 24 horas, para a maioria das pessoas que se encontram em Londres foram passadas com bons amigos, paracetamol e o fígado aos saltos pela manhã, enquanto se planeiam encontro, enquanto se planeiam encontros pela tarde no belo do frango assado do Nando's e ver espectáculos de viaturas de colecção de forma a não chegar muito ressacados a segunda-feira...
No momento em que estas linhas são escritas, Londres está numa roda viva. Jovens inconscientes, ainda despreocupados com o passar do tempo ou uma pint a mais, cumprem a sua "religião" de zig-zags pelas ruas e corredores do metro, fornecendo material aos programas de Reality TV e fazendo da indústria de Kebabs um negócio imune à recessão global...
No mesmo meridiano, mas uns paralelos mais abaixo, as pints tomam a forma de imperiais, os zig-zags pelas ruas não são tão frequentes mas fornecem, no alcatrão, uma noite bem mais proveitosa aos senhores agentes da autoridade e não é a indústria dos kebabs, mas sim a das roulottes, que está imune à recessão - ou, melhor, ao PA (Plano de Austeridade), que por sua vez substitui o PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento), que por sua vez substitui a TANGA (o que quer que estas iniciais signifiquem...).
Mas em todos os paralelos e meridianos, havia algo mais neste sábado que mantinha os olhos do Mundo em Londres: saber dos 128 sobreviventes que chegaram ao Dia 3 do European Poker Tour, quais os 24 que seguiriam para a disputa deste domingo, onde se jogará até à mesa final de 8 jogadores. Tardou algumas horas até que isso acontecesse mas, por fim, restaram apenas 3 mesas de 8 jogadores, lideradas por Chance Cornuth.

A melhor forma de adjectivar o dia de Kornuth é "inspirado". Uma fuga sem medos das 128.400 fichas iniciais para 2.302.000 que o deixam cerca de meio milhão de fichas à frente de do segundo classificado, Per Ummer, que contabiliza 1.763.000.

O EPT Londres contou como seu maior field de sempre e, provavelmente, com o melhor de sempre. Os "pesos-pesados" do poker, incluindo os Team PokerStars Pros Thomas Bichon e Chad Brown, a par de Ummer, Tom Marchese e John Juanda continuam numa dança sem os seus pares: David Vamplew, Matt Perrins, Rumit Somaiya e Jamie Burland (todos OUT).

Team PokerStars Pros Chad Brown (tem de voltar) e Vanessa Rousso (pode ressacar)
E só entre os que hoje foram eliminados, estava um cacho capaz de fazer as delícias de qualquer mesa final... Jogadores como Daniel Negreanu (primeiro ITM num EPT), JP Kelly, Arnaud Mattern, Greg Raymer, Alex Gomes, Phil Ivey, Jake Cody e Chino Rheem. Todos saíra do Hilton Metropole com uns "trocos" a mais do que o que pagaram. Para saberes quanto, consulta a página dos payouts do EPT Londres; E as chip counts pode ser consultadas neste útlimo link.


Os 24 que passaram ao Dia 4 foram deitar cedinho (presumimos), enquanto os outros ficaram livres para se libertarem na festa promovida esta noite pela PokerStars em Londres. As imagens dessa liberdade serão mostradas amanhã no Reality TV PokerStarsBlog.
E, por falar em realidade, não nos podemos esquecer dos dois portugueses que chegaram a este Dia 3 do EPT Londres. António Palma caiu na 95.ª posição com um prémioo de £9.000, mas Fernando Brito continua "vivo" e regressa este domingo ao Hilton Metropole com 472.000 fichas, sensivelmente metade da média.
E quem de 24 tira 16 fica com 8... É o que vai acontecer este domingo no EPT Londres... Hoje joga-se até ficar definida a mesa final de 8 jogadores, dos quais um será coroado, na segunda-feira, como novo campeão.









