O entusiasmo depois do grande frenesi

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No jornalismo, assim como na vida, você aprende a importância de ir além das primeiras impressões: não julgue um livro pela sua capa, informe a notícia só depois que toda a história vier à tona, analisada de todos os ângulos. Da mesma forma, enquanto acompanhamos os diversos tours de poker pelos principais lugares do mundo, raramente se apresenta a oportunidade de nos familiarizarmos com as complexidades de uma intricada cidade – e a corrida de táxi do aeroporto ao hotel freqüentemente nos oferece não apenas a primeira, mas também a única impressão da força que impulsiona o lugar.

Os escritores do blog PokerStars, inclusive eu, têm transformado em hábito o ato de pressionar seus narizes contra o vidro da janela e, do interior encardido dos táxis, observar avidamente o que quer que aconteça lá fora, em nossa pequena viagem do casino ao hotel – já que esta pode ser a nossa última chance de fazê-lo. E é impressionante o tanto que se pode perceber, enquanto se está realmente olhando – pergunte a qualquer jogador de poker à procura de pistas sobre seu oponente, e ele confirmará que tudo o que você precisa fazer é observar.

Em Dublin, você vê os sinais da Guinness por toda parte; em Copenhaguen, a neve geralmente encobre tudo. Em Vegas, o táxi se transforma numa mariposa freneticamente atraída pelas luzes da cidade; em Monte Carlo, ele se transforma num helicóptero, que informa tudo aquilo que você precisa saber.

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Ontem, elaborei minhas primeiras impressões do Rio de Janeiro, Brasil, conduzido no banco traseiro de um táxi, que seguia com a pressa turbulenta e típica do nordeste da cidade, rumo ao Hotel Intercontinental, fotografado acima, no sudoeste.

Qualquer possível tontura pós-vôo logo se desfez.

No momento em que entrei no quarto, meu notebook continha um sem número de traçados que se quebravam em ângulos, cada um deles representando onde desviar de um local violento, a fim de evitar aquilo que parecia ser a morte fatal. Também incluía uma lista de palavras e trechos, que dificilmente se uniam para dar uma indicação tênue do disperso enigma sem núcleo que era o Rio – uma cidade como este visitante jamais viu.

Havia morros e florestas tropicais justapostos pela seqüência de rochas enormes que se erguiam no espaço do céu, envoltos por um denso pálio de verde escuro. Havia a expressão “Jesus”, referindo-se não necessariamente ao estado de deslumbramento do escritor, mas antes à figura imperiosa do Cristo Redentor, lançando sua sombra e bênçãos por toda a amplidão.

Repetidas vezes, escrevi “futebol” e então “futebol quinta-feira de manhã”, referindo-me ao que pareciam ser partidas organizadas e jogadas no meio da semana, antes do meio-dia, pelos embriões de Ronaldinhos, Ronaldos e Pelés, em toques de bola que se espalhavam entre ruas e casas, onde quer que houvesse um espaço.

Mais de uma vez, a rua mergulhava em túneis escuros escavados nos morros, emergindo numa região separada, de vida própria e distinta. Havia meninas belas e gente simples, saindo dos bares ao longo da praia, havia as favelas, a Garota de Ipanema e as crianças da Cidade de Deus. Havia altíssimos blocos de edifícios e inúmeras ruas sujas que se imbricavam em bairros pobres; Havia parapentistas saltando de despenhadeiros, e pessoas bonitas tomando sol ao lado de piscinas cinco estrelas.

Então, é claro, havia praias: Copacabana e Ipanema, para aqueles em busca das mais famosas; os trechos mais calmos na direção da Barra da Tijuca e o Parque Nacional para os que procuram serenidade em meio ao caos. Em todas elas, as ondas se quebram enérgicas na areia – fortes o suficiente para acabar com o silêncio e com os cocos dos vendedores de praia.

À noite, criamos a nossa própria maré, quando o PokerStars deu uma onda de boas-vindas aos jogadores do evento inaugural do LAPT, em grande estilo: uma festa suntuosa com garotas dançando, comedores de fogo, comidas e bebidas.

Então, hoje a ação se desloca para o centro de conferências, onde nos recostaremos todos para esperar o primeiro embaralhar e distribuir de cartas, o primeiro conflito entre Campeões Mundiais e, inevitavelmente, o primeiro bad-beat, com soco na mesa e berro de injustiça, em meio ao tilintar das fichas.

Tudo se traduzirá aqui em palavras, imagens e vídeo. O Rio é realmente frenético, e isso só aumentará ainda mais nos próximos dias.

* * * * *

Como pioneiro durante a temporada recente do European Poker Tour, o blog PokerStars é também o lugar a que se deve ir para obter a melhor atualização de vídeos do local do torneio.

O LAPT está começando do ponto em que o EPT se encerra, e desde cerca das últimas 24h, nosso time de vídeo-bloggers tem reunido imagens e sons do Rio para apresentar essa introdução às maravilhas do Brasil, e uma prévia do que está por vir:

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About this Entry

This page contains a single entry by Andrew Hollis published on maio 12, 2008 4:11 PM.

O Turbo Takedown está de volta no PokerStars was the previous entry in this blog.

LAPT Rio: Entusiasmo no Brasil is the next entry in this blog.

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